Muitas pessoas desconhecem o veganismo, suas ideologias, idéias e serventia. Neste artigo explico, mesmo que sucintamente, a filosofia por trás deste estilo de vida e o que fazer para se tornar vegano(a).
Para começar, vamos à definição oficial da Widipédia que, em um único parágrafo e com poucas palavras, resume o conceito e o modus operandi vegano:
O veganismo é uma filosofia de vida motivada por ética ou um estilo de vida com base nos Direitos Animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a produtos e práticas consideradas especistas. Os veganos não consomem quaisquer produtos de origem animal (alimentares ou não), nem usam produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.
A palavra “vegano” é um abrasileirado de “vegan” (palavra esta que se forma quando retiramos o 4º, 5º, 6º, 7º e 8º caracteres da palavra “vegatarian”, em inglês), e é o termo masculino para referenciar algum movimento, ideal ou pessoa que é adepto às práticas do veganismo. Também há o feminino, “vegana“, que igualmente se usa nestes casos, só que quando se quer ou somente se pode utilizar o gênero feminino.
Por exemplo, “Eu sou vegano e sigo a ideologia vegana.”; “Meu pai é vegano e minha mãe é vegana“. Facinho, né?
Voltando ao cerne da questão, é interessante citar algumas coisas a respeito do vegetarianismo.
Existem alguns tipos de vegetarianos:
- ovo-lacto-vegetarianos: Dieta composta por alimentos de origem vegetal, ovos, leite e derivados;
- lacto-vegetarianos: Comem somente alimentos de origem vegetal e leite e derivados, descartando os ovos e seus derivados de sua dieta;
- ovo-vegetarianos: Consomem alimentos de origem vegetal e ovos e seus derivados, dispensando de seu hábito alimento o leite e tudo que dele advém;
- ultra-reciclo-vegetarianos: Não consomem qualquer coisa que seja industrializada.
Apesar destas derivações do vegetarianismo, o ponto forte de quem é vegetariano é a exclusão completa de carne de sua dieta e hábitos alimentares (sim, peixe e frango TAMBÉM SÃO CARNE). E quando digo a carne, também me refiro a seus derivados. Por exemplo, não consumimos a gelatina que tem por base ossos e cartilagens animais.
Qual a diferença entre quem é vegetariano e quem é vegano?
O veganismo, como consta na definição do Guia Vegano, é uma filosofia de vida que estabelece uma conduta prática de boicote para excluir do consumo do ser humano qualquer produto ou alimento que tenha origem animal ou utilize animais em testes durante sua fabricação. Entenderam a diferença?
As diferentes ramificações do vegetarianismo consomem alimentos de origem animal de alguma forma (ovo, leite, etc); já o praticante do veganismo não come alimentos nem consome produtos de origem animal, quaisquer que sejam estes!
Os veganos boicotam, devido a questões diversas (mas, principalmente, por amor e compaixão aos animais), roupas, alimentos, calçados, peças de cama e mesa, vestuário, e tudo o mais o que seja relacionado à exploração e maltrato dos animais, inclusive o lazer, como freqüentar zoológicos e circos com espetáculos com animais.
Como comentado, nós fazemos isso por questões ético-filosóficas; os vegetarianos, muitas vezes, adotam este tipo de alimentação devido a questões de saúde, como intolerâncias e alergias a determinados componentes do ovo, leite e outros.
Então, qual é a conclusão disso tudo?
“Conclusão”? Não tem nenhuma conclusão, já que não chegamos a um “fim”…
Os veganos lutamos todos os dias com nossos boicotes, conversas com pessoas, tentativas de “converter” aqueles que nos cercam e os conscientizar das crueldades que acontecem com os animais para que a carne possa estar à mesa e o casaco de peles sirva como símbolo de ostentação.
Para quem quiser saber mais sobre o veganismo e os diversos assuntos que cirundam este estilo de vida, passem a freqüentar o Guia Vegano e assinem o feed do Pensando Nisso que muitas matérias a esse respeito serão escritas!
Para finalizar, cito uma frase de Bob Marley. Ele ia cantar em um comício a favor da paz; naquela noite, assassinos entratam em sua casa e atiraram nele. Dois dias depois ele subiu ao palco do comício e cantou. Alguém perguntou “Por quê?”, e ele respondeu:
As pessoas que estão tentando fazer deste mundo pior não tiram dias de folga. Como eu poderia?


Eu vi o filme a “Carne é fraca”, do Instituto Nina Rosa, creio que é muito importante para divulgar os mal tratos com os animais, fique muito sensibilizado. O pessoal do site deveriam ajudar na divulgação do filme. Outra dica para o grupo é ter um programa de rádio, na Radio Mundial para falar do veganismo, e pregar através da rádio que qume come carne é um “ante Cristo”. Contido eu sou apenas vegetariano, até porque minha família não aceita muito essa filosofia, mas, eu vou brigando todos os dias.
@ Ademir Augusto Giorni
“A Carne é Fraca” é um bom começo para se tomar consciência de como é o “modus operandi” da produção de carne para consumo de massas no mundo.
Quando tiver a oportunidade, veja também “Terráqueos”, que mostra a exploração de animais em várias outras searas além da alimentícia.
Abraços e obrigado por comentar!