Eu não vou contribuir com a matança no Carnaval! Eu não vou doar sangue! Você pode se perguntar: “Mas o que uma coisa tem a ver com a outra?”. Eu respondo.
O “tempo de festa”
Todo mundo sabe que a época de Carnaval é uma época em que o povo sai para comemorar, se divertir, ir para a “gandaia” e “tomar todas”! Não é de se espantar que muitas pessoas passam o ano inteiro ansiando por 1 semana de comemorações, descompromisso, relaxamento e diversão.
Tem os blocos, as marchinhas, as alegorias, as fantasias. Todos os aparatos, preparados, às vezes, com semanas ou meses de antecedência, prontos para saírem das oficinas e armários de todo o país para compor “a maior festa do mundo”: o Carnaval.
Agora, o que todos saber e fazem questão de fingir que não sabem, é que essa é, também, uma época em que muita violência acontece, seja através de brigas, assaltos, “acidentes” automobilísticos, dentre outros; todos causados pela bebida e pela bebedeira.
A campanha da mídia
Vemos bastante na TV, rádio, jornal, internet e demais canais da mídia propagandas, comerciais e anúncios com alertas e avisos sobre “os perigos do Carnaval”. Isso é mais ou menos como o “Beba com moderação” das propagandas de cerveja, entende? Eles passam notícias de enaltecimento e positividade a respeito do Carnaval, anunciam e noticiam os locais e horários dos principais eventos carnavalescos e, em contrapartida, noticiam os “perigos do Carnaval”. É aquela história de bater com uma mão e assoprar com a outra…
E um dos focos principais da mídia nestas notícias de carnaval é a campanha do “Doe Sangue, Doe Vida“, ou algo assim, mostrando os bancos de sangue do país inteiro e suas geladeiras vazias de pacotinhos de sangue e escolhendo a dedo os funcionários com cara e voz de coitadinhos para falar na entrevista que “nessa época, é muito importante doar sangue em função dos acidentes de Carnaval”.
O estímulo à bebedeira e matança no Carnaval
Peraí, peraí! A população deve doar sangue para que os que “se divertiram” nas festanças de fevereiro possam ser salvos em seus acidentes provocados por excesso de álcool no sangue?!
Temos que doar sangue para quem bebeu todas e foi dirigir faça a mesma coisa no próximo ano porque sabe que haverá um “sanguinho” para ele em caso de se acidentar?!
Desde que haja para ele, tudo bem. Mas o próprio receptor da doação e sua família não ficam tão pesarosos quando o sangue não é suficiente para a vítima de seu parente folião que machucou gravemente uma ou várias pessoas. E, claro, o assassino doloso e os seus comparecem ao enterro da vítima, mostrando seu pesar…
Eu não vou doar sangue no Carnaval!
Por favor, não encarem como egoísmo ou falta de sentimentos o que eu estou afirmando neste artigo, mas eu não vou doar sangue no Carnaval! Uma ou duas semanas após as “festividades”, pode ter certeza de que me prontifico à ir pegar meu lanchinho da manhã e retirar meus preciosos ml de sangue. Antes disso, não!
Se um parente ou amigo meu for assassinado por um beberrão violento que pensa que todos olham para sua mulher ou por um motorista bêbado, pelo menos terei a consciência tranquila e o sentimento de que não contribui para aquela matança. Eu não ajudei a “festa” do Carnaval com a formação de seus assassinos.
E você?






0 Respostas para “Não vou contribuir com a matança do Carnaval: eu não vou doar sangue”